sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Por dentro...
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Sabedoria chinesa...
Vale a pena pensar nisto...
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
O valor e o preconceito...
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Viagem única!
Esse é o problema: fugir ao que está ao nosso alcance e ocupa o nosso quotidiano, as nossas conversas, as anedotas que contamos, as preocupações que revelamos, aquilo para que a língua está sempre afiada, distanciando-nos da responsabilidade, do compromisso, do interesse mínimo em oferecer o nosso contributo para a resolução. Divertindo-nos com o enigmas para nos esquivarmos ao compromisso e acção concreta.
Esta é uma questão essencial no lugar e no momento que atravessamos. O lugar é muito mais que o pequeno rectângulo a que temos relutância, em certos momentos, de chamar pátria, húmus donde provimos e donde queremos um dia partir. Dizemos que é “este país”para que nos não atinja nem comprometa, nem sequer envolva. Vamos resolvendo o nosso imediato e gerindo o resto de sorte que nos toca, de não estarmos sem abrigo e termos sobre a mesa, ainda que não muito abundante ou mesmo um pouco embolorado, o pão de cada dia.
A decisão é exactamente esta: a nível individual e colectivo assumirmos que este é o nosso tempo e o nosso lugar, onde estamos “inscritos” na história e onde o nosso remo não pode ser entregue a mais ninguém. Esta é a nossa onda, o nosso mar e a nossa única viagem antes do eterno. Quem somos nós para nos colocarmos numa varanda imaginária a ver passar um cortejo a que queremos ser alheios? O nosso lugar, a nossa vocação cristã é aqui e agora.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Peregrinação Interior...
Um dia olhei para dentro de mim e reparei, com pesar, que eu nunca mais saberia tudo, e que aquela minha avidez cognitiva era absolutamente estéril e ineficaz. Que teria de planear projectos menos ambiciosos e, sobretudo, que era tempo de ir procurar a vida da qual me tinha afastado e desprezado. Descobri então que talvez tivesse alguma coisa para dar e que, à maneira que ia dando e recebendo, eu me aproximava da grande imposição de viver que é qualquer coisa como o nosso todo vital posto em risco e aventura, conhecimento e energia, criação e descoberta."
António Alçada Baptista
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Pausa...
Peço desculpa se desiludo alguém, mas há coisas que têm mesmo de ser. :)
Beijinho sempre sereno*** :)
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Resistência e renovação...
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Falta injustificável...
terça-feira, janeiro 06, 2009
Em círculo...
sábado, janeiro 03, 2009
Fogo na Selva

Há fogo na selva. Os animais correm em todas as direcções, procurando cada qual escapar o melhor que podia ao fogo devorador. Os elefantes, com o seu chefe à cabeça, enquanto passavam junto de um pequeno lago, viram um passarinho que tranquilamente se molhava na margem.
Cheio de assombro, o elefante chefe parou e disse-lhe:
- Por que não foges como todos nós para escapar às labaredas que vêm aí a comer tudo o que é floresta?
O passarinho respondeu:
- Preciso de fazer alguma coisa para apagar o fogo.
O elefante, cada vez mais admirado, perguntou:
- Mas que podes fazer tu para combater o incêndio?
O passarinho respondeu-lhe ingenuamente:
- Eu, apesar de pequeno, acho que poderei fazer também alguma coisa para apagar o fogo. Não vos parece que todos devíamos colaborar para defender a floresta, que é a nossa casa?
O elefante, com ar de troça, perguntou-lhe:
- Então qual é a tua colaboração?
- Estou a molhar as penas para depois voar por cima do fogo e deitar algumas gotas de água.
- E julgas que assim consegues apagar o fogo?
- Não sei, mas faço o que posso.
Pedrosa Ferreira
sexta-feira, janeiro 02, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
E pronto...! :)
vale a pena pela possibilidade
dos frutos serem colhidos.
Se não houver frutos,
vale a pena pela possibilidade
de colhermos flores.
Se não houver flores,
vale a pena pela possibilidade
de desfrutar os sonhos dos galhos e folhas.
Se não houver galhos e folhas,
vale a pena pela possibiidade
de contarmos com o tronco.
Na ausência do tronco,
vale a pena pelos benefícios possíveis da raíz.
Não havendo raiz,
acreditamos no valor da intenção
de preparar o terreno
e plantar a semente!
(Autor Desconhecido)
terça-feira, dezembro 30, 2008
Uma das razões por que não gosto...
Um ano de 2009 sereno
Beijinho sereno***
Ser feliz é...perder!

Então alguém dizia que, tal como um carpinteiro que constrói uma cadeira e que tem de fazer encaixar as peças, cortando, aplainando, limando, também a felicidade é assim, trabalhada, cortada, carpinteirada. Embora os pedaços de madeira sejam peças únicas, é necessário que se "transformem" para assim se chegar ao produto final.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
O Natal em crise???
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Parabéns :)
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Carta Verde ao Pai Natal
Porque não me trazes o meu Magalhães prometido?
Nos 60 anos (10.12.2008) da Declaração Universal dos Direitos Humanos, lembrando os meninos que ignoram a ilusão e a esperança de receber um presente de um pai natal qualquer…
Caríssimo Pai Natal,
Porque já me conheces de outros carnavais, pelo menos das cartas que te escrevi no Natal de 2003, 2004 e 2006, não precisarei de te lembrar que quando a ti me dirijo não é para exigir nada de pessoal, mas para te pedir pelos que mal podem falar ou para te sugerir que não nos mandes “mais presentes envenenados” (cf. Geresão de 12/2003).
Nesta missiva, não posso deixar de recordar essa carta aberta com palavras de revolta, onde te dizia que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, como se lê no artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos HUMANOS, mesmo que haja sempre “uns mais iguais do que outros”. E, porque em 2008, se comemoram 60 anos sobre a criação da carta magna dos direitos das Pessoas (Gostei do Pessoas com letra maiúscula : )), queria dizer-te que é incrível que se continue a fazer diferença entre meninos maus (que não sabem porque o são e são-no sem o saber) e meninos bons (que o são sem querer e vivem sem o saber), sendo estes últimos os únicos, porque te pedem ou porque alguém lhos pede por eles, que recebem presentes, Pai Natal!
Por isso, nesta carta verde que hoje te escrevo, volto a protestar não só contigo, mas também com os CTT – Correios de Portugal que, depois do correio normal (que ficou anormal), do correio azul (que deixou de ser rápido), inventaram agora o correio verde, que pretende ser mais rápido (e mais caro, claro), mas são incapazes de responder às cartas ou aos pedidos dos meninos que não sabem escrever ou daqueles que não sabem e não podem pedir, mesmo que, no fundo, não sejam maus… Imagina até que, nas cidades, os meninos que vão às grandes lojas de brinquedos já têm lá cartas escritas para te mandar e, assim, te poderem pedir, mesmo os maus, muitas prendas no Natal!
Mas o pior de tudo, Pai Natal, e essa é a grande razão desta minha nova carta de revolta, é aquilo que os senhores do Governo andam a fazer num pequeno país chamado Portugal. Eles, porque se dizem engenheiros, inventaram um novo brinquedo chamado Magalhães, que prometeram oferecer a todos os meninos que andam nas Escolas de aprender a ler, a escrever e a contar.
Só que, antes mesmo de os meninos terem essa coisa a que chamam computador para crianças, os senhores do Governo já andavam a brincar com ele e a rir, em vez de trabalharem e de resolverem os graves problemas do nosso pobre País.
Entretanto, uma senhora doutora muito severa chamada Lurdes, a tal que se lembrou de avaliar os nossos professores, que agora não têm tempo para nos ensinar, anda pelas nossas Escolas a falar e a prometer o computador Magalhães, acompanhada de outro senhor sorridente chamado Sócrates, de quem eu na Escola aprendi ter sido um filósofo grego morto há muito tempo, mesmo antes do teu amigo Jesus Cristo(Jesus Cristo é amigo do Pai Natal? Nunca percebi muito bem esta mistura do pagão com o cristão…aliás, o que eu não percebo mesmo é que os cristãos assim se deixem envolver por tradições pagãs…), mas que dizem (agora) que se faz passar por engenheiro e por governante do nosso País.
Para tu perceberes bem as coisas estranhas que por aqui se passam, vou apenas contar-te três estórias diferentes, mas todas relacionadas com esse novo brinquedo.
Na aldeia do Luisinho, em Covide, que fica muito longe, lá na serra do Gerês, e onde este mês já caiu neve e aonde tu, assim, já podes ir - o que nunca até hoje fizeste; nessa aldeia, no início deste ano lectivo, os meninos e a senhora Professora, em vez de aprenderem a ler, a escrever e a contar, andaram a preencher uns papéis para receber o Magalhães, com a promessa de que todos os meninos, que são pobres, teriam direito A esse brinquedo de graça. Mas também, Pai Natal, se é um brinquedo, se é um presente, se eles são pobres e se a senhora Professora também o é, POR QUE RAZÃO ( aqui não se aplicaria melhor “ por que”?) haveriam de o pagar? Só que até hoje, e o Natal está mesmo a chegar, nada de brinquedos, nada de prendas, nada de Magalhães… mesmo que esses meninos se tenham portado muito bem.
Na cidade de Braga, onde vive o primo do Luisinho, o Tó Quico, numa escola perto da casa dele, o senhor que foi filósofo e agora é engenheiro, passou por lá, vestiu a tua roupa, mesmo sem ser ele o Pai Natal, e ofereceu o Magalhães a todos os meninos da escola que fica perto do trabalho do pai do Tó Quico! O pai do Tó, que também é professor, soube que este brinquedo foi pago por um senhor da cidade, que é muito amigo das pessoas que são amigas dele. Então o Tó perguntou: - Pai, se é um presente prometido pelo engenheiro Sócrates, porque tem de ser o senhor de Braga a pagá-lo? E porque é que eu, que sou de Covide, mas também de Braga, não recebi nem lá nem cá o meu Magalhães?... Aí, o pai do Tó disse-lhe, sem a mãe ouvir, que ele não queria falar mais disso, que o Magalhães tinha ido com os cães e que ele não percebia nada dessas coisas de presentes de uns que são pagos por outros. Ou melhor: que sabia, mas que essas eram coisas de pessoas grandes e não de meninos que não sabem ler as coisas!...
O pior, porém, Pai Natal, não tinha ainda acontecido! Na terra do Dinis, um amigo do Tó, os meninos também receberam a visita da senhora severa e do senhor sorridente, que lhes vieram trazer o brinquedo Magalhães. Os meninos estavam na sua escola e já tinham todos o presente oferecido em cima das suas mesas e estavam, claro, todos muito felizes, porque já iam poder brincar, coisa que não faziam há muito tempo. Só que, por magia, depois de os dois senhores do Governo passarem pela Escola, que fica em Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, os computadores desapareceram e houve alguém que disse mesmo, como o pai do Tó: - O Magalhães foi com os cães…
E diz-me tu, Pai Natal, que me pareces bom e justo: - Como é possível prometerem, aos meninos pobres da aldeia, um brinquedo e não o darem; prometerem e darem um brinquedo, aos meninos bonitos da cidade; darem e tirarem um brinquedo, aos meninos tristes da vila? Por isso, meu bom amigo Pai Natal, eu te pergunto, quase a chorar: - Porque fazem eles destas coisas estranhas neste País pequeno onde, por acaso, também cai neve? E porque não me trouxeste ainda o meu Magalhães prometido pelo senhor do Governo, pelo meu pai e por ti também, pois claro?! Porquê, Pai Natal? Porquê, se eu também sou um menino de Portugal e gosto tanto (ou mais) de brincar quanto os senhores grandes do Governo brincam (connosco)?
Se não me trouxeres mesmo o meu Magalhães preferido, já que o meu pai também não o deixaria entrar aqui em casa, pelo menos, Pai Natal, responde-me a esta carta que é verde (talvez de raiva, como se dizia no tempo da minha avó…), e que também é verde, porque eu tenho ainda alguma ilusão e alguma esperança em ti…
P.S. – E, porque podes não acreditar em mim por ser ainda criança, mando-te a cópia que o meu pai me mandou fazer, como castigo por eu lhe estar sempre a falar do Magalhães: é uma notícia intitulada “Magalhães, só para a fotografia”, publicada numa revista chamada Visão (N.º 820, 20/11/2008, p. 34). Parece que os senhores, os jornalistas, que fazem sempre MUITAS perguntas como nós, as crianças, vêem e percebem já algumas coisas, entre as quais esta história estranha do Magalhães, que veio para Portugal depois de um outra ideia, de que eu até gostava, que era o Ler+…
Braga e U.M., 10/12/2008
ACSILVA@IEP.UMINHO.PT
sábado, dezembro 06, 2008
Um pouco mais longe
que não me habitue a colocar-Te num lugar certo,
que não me iluda
de que Tu és Quem eu penso que és.
Senhor, ensina-me que Tu estás sempre um pouco mais longe:
para lá do que eu penso,
para lá do que eu imagino que és,
para lá do que eu Te peço,
para lá das palavras com que Te descrevo,
para lá do que sei de Ti.
Senhor, ensina-me a ver-Te:
onde parece que não podes estar,
onde perguntam os que não crêem, se Tu estás ou não,
onde as aparências enganam,
onde a realidade da vida é tão espessa que não se vê nada,
onde os meus olhos não conseguem descobrir-Te.
Senhor, educa os meus olhos
para o imprevisto, onde Tu estás,
para o que dói, onde Tu estás,
para o escuro, onde Tu estás,
para a claridade que me cega, onde Tu estás,
para a beleza que me deslumbra, onde Tu estás,
para Te descobrir sempre e em tudo, onde Tu estás.
M.P.Ayerra
Senhor, por terra diante de Ti...



